sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Passagem para morte

     Mark
     Eu estava andando, digo, não que eu queira, mas não vejo mais opção, eu não aguento mais. Eu entro naquele trem. Trem 322, aqueles números iriam acabar com a minha vida. Ao lado da porta, senta-se um passageiro lendo um jornal de 1807. Ele abaixa o jornal, ele usa um terno com uma gravata vermelha, seu corpo era magro, e seu terno era sujo, ah, e ele não tem rosto. O segundo passageiro é uma mulher, com a pele e algumas partes do cabelo arrancadas. Ela estava sem roupa, seu corpo era magro, eu sentia que estava olhando para um monte de carne, gordura e sangue como o que a gente come no almoço, e eu realmente estava vendo isso. O terceiro passageiro foi de longe, o pior. Ele era preto, o que era normal para alguém que tinha pego fogo. Seu cheiro dominava o vagão. Era triste. Como eu morrerei? Já me perguntei isso varias vezes anteriormente, mas é lógico que eu nunca achei que iria ser em assassinado em um trem. Após andar por todo o trem , eu cheguei ao vagão do comandante. Eu bati. A porta se abriu, e eu pude conhecer o verdadeiro Diabo.

     Rose
     Eu tremia. Afinal, porque estava caminhando para minha morte? Mas, eu sabia que tinha que fazer isso. O trem 322 chega, e, minhas mãos tremulas abrem sua porta. Ao abrir a porta, vejo o trem lotado. Eu fui andando nos vagões, em um deles, vi uma menina, ela usava um vestido rosa, e seus cabelos eram loiras, mas seu olhar era horrível, seus olhos verdes mostravam que ela tremia por dentro, era como se ela tivesse perdido a inocência, e tenho certeza de que não é pela faca em suas costas. No ultimo vagão, eu avistei um homem. Ele não aparentava ter mais de 20 anos. Ele fora cortado das pernas para baixo, e milhares de cortes apareciam em seu peito. Ao chegar ao ultimo vagão, o do comandante, havia um segurança , ele estava parado, ereto ao lado do vagão. Ele não tinha pele, e seu intestino havia sido arrancado.
     Eu bato na porta do comandante três vezes. A porta se abre. E minha vida se esvai.

     Sarah
     Eu estava naquele trem. Eu sei todos os segredos daquele lugar. Eu escapei. Era demais. Não valia a pena. Naquele lugar, a eternidade me mataria. Quando eu bati na porta do comandante, eu não entrei, na verdade, eu fugi. Eu escapei. De nada adiantou. O comandante era vingativo, ele não aceitava um "não". Eu fui condenada por seu segurança. Eu pertenço ao comandante. E, eu tenho certeza, por toda a eternidade, eu me lembrarei. Seu rosto era horrível, era assustador. Por toda a eternidade, me lembrarei de nunca desafiar o Diabo. BP não gosta de brincadeiras.

Nota do autor:
    Feliz Halloween! Não morram hoje!
The Writter

sábado, 25 de outubro de 2014

Olhares ardentes

     Jannet
     Eu te olho. Ah, você é a única parte boa da escola, amor. Você me olha de volta com seus olhos verdes profundos, e, de repente a aula de português nunca pareceu tão chata como agora. Seus olhos verdes penetram minha alma, e fazem meu estômago se revirar em minha barriga. Eu recebo uma mensagem sua: " Vc tem chocolate?". É a sua cara escrever algo assim, respondo: "Vai ter q merecer!", mesmo não tendo chocolate. Você responde: "Como?". Eu penso, e respondo: "Que tal um beijo?". Você não responde, e, por um segundo acho que exagerei. O sinal bate, e você me encontra na porta.
     - Pronta para me dar meu chocolate? - seus cabelos castanhos castanhos estavam bagunçados pelo vento. Então você me beija. Uau. Não tenho palavras para descrever o que eu senti.
   
     Mason
     Caramba! Isso foi o que eu senti! Eu esperava por esse momento há anos. E já cansei de esperar. Nos afastamos, e vejo que você cora. Seus olhos castanhos estavam me deixando louco, naquele momento, eu não ligava para sua bunda ou para seu peito, eu estava mais concentrado analisando seu olhar. Ah, aquele olhar.
     - Eu não tenho chocolate. - você admite, ainda corada.
     - Quer ser meu chocolate? - ok, eu admito, eu não poderia ter dito nada mais brega do que isso.
     - Meu Deus, acho melhor você nunca tentar contar piadas. - você ri da minha cara, mas eu não ligo, só quero sua presença, seu olhar, sua essência.
     - Você não respondeu a minha pergunta. - argumento.
     - Mason, eu adoraria ser seu chocolate. Meu Deus! Isso soou pior ainda! Acho melhor eu calar a boca! - eu rio, e a beijo novamente.
     - Depois da escola, eu quero que você vá embora comigo. - ofereço, pensando em como iria te contar.
     - O.k. - você responde e eu vou embora, me livrando do seu olhar hipnotizante.

     Jannet 
     Eu não sabia o que esperar daquela tarde. Será que você iria me levar a sorveteria? Ou a um restaurante? Mas quando chegamos, eu percebi que era melhor ainda! A praia. Você estendeu um pano para sentarmos sobre a areia, e eu coloquei o meu chapéu de praia (eu sempre o tinha na bolsa, só por precaução).
     - Gostou? - você pergunta, mas eu ainda estava sem palavras, então demorei alguns segundo para dizer:
     - É... é perfeito! - você parece gostar da resposta. Estava tudo perfeito, até que aconteceu. Meu mundo desmoronou.

     Mason
     É obvio que eu odiei te dar aquela noticia, mas, não poderíamos mais nos enganar. Eu iria para a França em um mês, e nunca mais voltaria. Ao ver a sua expressão, eu me arrependi por ter te afastado, me desculpe, eu não consegui me conter. Eu preciso de você. E sempre vou precisar!
     - Não é possível! Você não pode ficar?! - você pergunta, indignada.
     - Sinto muito, mas eu já tenho até um apartamento lá. Se eu não fosse, meu pais me matariam. Mas e você?  Não pode ir junto? Eu pago! - ofereço, esperançoso.
     - Não, minha mãe nunca deixaria! Ela nem te conhece! - você começa a chorar.
     - Ei, não chore - digo - ainda temos um mês. - como se isso mudasse algo, e, eu gostaria de te pedir desculpas por ter feito você passar por isso. E, hoje, um dia antes de eu ir para França, eu finalizo esta carta com um pedido, uma única coisa: uma foto do seus olhos, para eu nunca esquecer do que eu sentia, quando trocávamos nosso olhares ardentes. Adeus, Jannet.
Com amor,
Mason.

    Jannet
    Quando você me contou, eu pensei: será que nunca vou ser feliz? Mas, saiba que eu estava enganada. Eu agradeço á Deus pelo nosso mês, eu não quero me despedir, mas termino esta carta que estou escrevendo um dia antes de você ir para a França: sou e serei grata todos os dias da minha vida pelo nosso mês, pois assim pude aproveitar a sensação (que eu até escrevi no meu diário para não esquecer) da troca de nossos olhares ardentes. Adeus, Mason.
Com amor,
Jannet

Nota do autor:
     Só lembrando que eles ainda não tinham recebido a carta um do outro quando estavam escrevendo isso.

The Writter

Resenha: O Sangue do Olimpo - Rick Riordan



     Como essa é a primeira resenha do blog, então só queria esclarecer que: se as resenhas conterem spoilers, eu vou avisar. E, eu também não vou fazer a resenha dos volumes anteriores desta série (Os Heróis do Olimpo), e nem da série Percy Jackson e os Olimpianos), porque eu li estes livros a algum tempo, e, eu acho que se eu fizesse uma resenha do que eu lembro, ela não teria qualidade.

ESTA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS

     O Sangue do Olimpo é o último livro da série Os Heróis do Olimpo, e, eu sei que eu sou suspeito para falar, porque eu adoro esta série, mas se eu falasse outra coisa seria mentira: o final é ótimo! A maneira de que o autor deixou um tanto inconclusivo se encaixou perfeitamente na trama.
     Mas, sinceramente, a batalha final me pareceu fácil demais, eu esperava que o autor fizesse algo muito incrível e difícil, mas não, e foi de certa forma decepcionante.
     A narrativa do Rick Riordan é ótima, e o livro teve os pontos de vista de personagens diferentes, o que é, na minha opinião, uma ótima técnica.
     A história do livro segue o mesmo estilo dos livros anteriores, eles vão a vários lugares antes de chegar ao objetivo final, e, neste livro, o final aconteceu muito rápido e sem pausa, o que para mim, que sou muito ansioso foi bom.
     Então, na minha opinião, o final foi bom, apesar das cenas de batalhas deixarem a desejar e o final foi rápido, no bom sentido, e é por isso que o livro vai ganhar quatro estrelas.


     Espero que tenham gostado!

The Writter
    

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Você tem medo do escuro? (Terror)

      Ronald estava sonhando com gatinhos. Ele os torturava e depois matava. Tudo bem, ele odiava gatos. Eram criaturinhas nojentas, que ficam se passando baba, além de serem antipáticos. Ele sentiu algo encostar em sua pele, mas não no sonho. Lábios, reconheceu o garoto. "Deve ser minha mãe me beijando" - pensou, e voltou a torturar os gatinhos nojentos.
     Na noite seguinte, Ronald recebeu de novo aquele beijo, mas, desta vez ele abriu os olhos, e viu uma figura preta, colocar algo em sua mesa. A figura foi embora. Ronald se levantou e viu que a figura tinha deixado um papel:

  Ronald,
Não se esqueça, monstros também podem beijar!
Com amor,
BP

     Ronald ficou confuso, como assim monstros também podem beijar? Que idiotice! E, quem diabos é ''BP''? A resposta estava atrás dele. Uma mão encostou em seu ombro, e Ronald gritou. Ao virar - se, ele estava de frente com uma criatura horrível. Suas roupas estavam rasgadas,e cheias de sangue,e seu rosto contava com um corte, que ia do olho da criatura até a boca, que também estava suja de sangue.
     - Que.. Quem é você? - perguntou Ronald, assutado. A criatura pareceu analisa-lo, como se desejasse o torturar, assim como Ronald torturava gatinhos em seus sonhos.
     - Eu sou seu salvador, e todos me conhecem como ''bicho-papão''. - Ronald se esforçou para não rir da resposta da criatura. Bicho-papão? Que besteira.
     - É, e eu sou aquela gostosa da playboy. Me poupa, cara! Agora, onde você comprou essa fantasia? Que maneira! - zombou Ronald. A criatura se enfureceu.
     - Cale a boca , mortal! Meu nome não é ''bicho-papão''! Meu nome é Ultra tortor*, em latim, mas, todos duvidavam da minha existência. Então me batizaram de ''bicho-papão'' para assustar as crianças. Vocês humanos são ridículos, são cegos. Não veem que toda a vez que alguém mata, que alguém tortura, eu estou lá, sussurrando no ouvido dos assassinos. E eu, pretendo tomar o lugar do próprio Diabo e iniciar uma nova era, onde todos se ajoelharão para mim! - para Ronald foi um discurso e tanto.
     - Que clichê! Por que vocês sempre pensam monstros sempre do mesmo jeito? Seu plano é ridículo, apesar de eu ter gostado do discurso. Você não tem que tomar o lugar do Diabo, você tem que fazer ele se ajoelhar a você, e obedecer suas ordens. Assim você não suja as mãos e mesmo assim é reconhecido. - Ronald não sabia porque os monstros não conseguiam pensar direito. Ou será que eram só burros?
     - Gostei da sua ideia, que tal se juntar a mim, mortal? Podemos formar uma nova era, onde seremos conhecidos e idolatrados. - ofereceu ''bicho-papão''. Ronald pensou por uns segundos...
     - Não. Veja bem, papão, se eu aceitar sua oferta serei o primeiro ser humano a ser mau sem a sua ajuda, ou seja, eu vou amarelar. - Ronald realmente queria ir, mas sabia que se amarelasse na frente do ''papão'' sua vida estaria acabada.
     - Agora, como eu mando você ir embora? - perguntou ele. 
     - Como você sabe que você pode me mandar embora? - questionou ''papão''.
     - Eu não sabia. Eu chutei. E ai? Você vai embora ou não? - Ronald já estava se irritando. Ele estava perdendo horas de sono valiosas, mas, pensando bem, Ronald não estava com sono, ele não sentia nada.
     - É só me imaginar indo embora. É assim que os exorcistas fazem. É simples, Ronald, os monstros não estão em baixo da sua cama, eles estão em um lugar bem pior, em sua cabeça. Você me liberou, e agora pode me prender de volta. - é, até que a explicação do ''papão'' fazia sentido. Ronald se concentrou, imaginou o papão se dissolvendo, até estar sozinho em seu quarto. Funcionou, até Ronald perceber que ele estava transparente. Ele não tinha fome, nem sede e nem sono. Ele havia morrido. E agora só era mais uma assombração, no meio de milhares. Uma alma condenada ao inferno.
     E, no dia seguinte, lia-se nos jornais:

GAROTO É ENCONTRADO MORTO EM QUARTO.

     A pele do garoto foi arrancada, e seu intestino foi espalhado pelo quarto, mas, o quê mais intriga os policiais é um resíduo de saliva encontrado na bochecha do garoto, que não pode ser examinada em laboratórios.
     Os policiais responsáveis pelo caso dizem que não é saliva humana.

*Torturador do Além, em latim.

The Writter

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sobre o peso do seu olhar

   Você me olha. Está me julgando, acha que sabe algo sobre mim. Eu não o culpo, não sou o que chamam de "normal", uso roupas pretas, não me aproximo. Não sei o que dizer... afinal, o que você quer ouvir?
   Você fala que quer ser meu amigo, e eu acredito, mas, no final, nós dois sabemos, nunca vamos ser amigos, afinal, quando você está lá com seus amigos, você nunca pensa em mim, em como eu estou me sentindo, não o culpo, sou invisível. E... quem sabe um dia você me chame para ir ao shopping com você e seus amigos, eu não me importo, pelo jeito, é hora de " ligar o foda-se". Você não se importa, portanto eu não vou me importar
   Ei, lembra daquele dia? Eu estava ouvindo minha musica preferida, sozinho no intervalo, sempre achei que estive melhor assim, e talvez eu esteja, mas, naquele dia foi diferente, você se aproximou, e nós conversamos, agora, já não consigo me lembrar do assunto, mas eu não me importo. Só me importa lembrar que eu não estava mais sozinho, pelo menos por poucos segundos.
   Eu não consigo mais, quero acabar com isso Como seria fácil cortar meus pulsos agora, um ultimo corte, em meio a tantos que percorriam o meu braço. Será que iria doer? Não interessa, seria dor para acabar a dor, irônico, não?
   - Por favor, pare! - você grita, eu assusto, pensando bem, talvez eu não devesse fazer isso no banheiro da escola... tanto faz, queria fazer isso longe dos meus pais, não quero que eles pensem que eles erraram, afinal, em meio de toda a escuridão, eles foram minha lanterna, mas, eu cansei de não enxergar tudo.
   - Saí daqui! - grito, mas minha voz sai trêmula, apesar de eu querer que ela soe forte.
   - Não. Meu Deus, seu braço... porque você não me falou? - questiona ele.
   - Você não se importa. E nunca vai se importar. - eu começo a chorar. Merda.
   - Eu me importo, e, para provar, eu sei que eu tenho que fazer isso. - então, ele toma o canivete da minha mão, e enfia em sua barriga. O sangue escorre por suas pernas e logo, uma poça de sangue se forma no chão. Ele cai.
    - É... eu nunca iria imaginar que no final você se importaria, mas agora não importa, idiota! Já é tarde demais. - então, retiro o canivete de suas mãos, geladas, ele estava morto, e logo, eu estaria. O canivete atravessou minha barriga, e, por um instante, a dor me dominou. Caio no chão, e minha visão escurece. Já não há mais nada para ver.

The Writter

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Amar, nunca mais

    Nunca mais... eu não quero te ver, eu não quero te conhecer, nunca mais. Você fez o inimaginável, você fez o imperdoável, você me amou, nunca mais. Você me fez perdoar, você me fez amar! Nunca mais. Você me tocou, você me perdoou, por quê? Nunca mais. Eu quero te esquecer, mas ao mesmo tempo eu quero lembrar, de seu toque em minha pele, do seu penetrante olhar nos meus olhos, dos seus lábios nos meus, uma lágrima caiu, nunca mais.
    Hoje, eu jurei, nunca mais quero te ver, não quero te amar, não quero te perdoar, não quero me perdoar, nunca mais!
   Eu caminho até sua porta e meu coração grita: ''bata'', ''bata", mas, ao mesmo tempo, meu cérebro grita: ''hoje, o único que vai bater é você", mas eu não resisto e minhas mãos tocam aquela porta que eu já cansei de bater anteriormente. Você abre a porta, com aqueles seus olhos azuis penetrantes, e pergunto:
  - Por quanto tempo dura o nunca mais?
  - Ás  vezes, somente um segundo. - você responde, e nos beijamos.

The Writter

Introdução

   Hoje, eu vou dar inicio ao meu blog, espero que vocês gostem, pois é o amor pela escrita que me faz continuar em frente, sabe, não só o ato de escrever, mas sim, o ato de fazer a diferença, de fazer as pessoas refletirem sobre seus atos, afinal, ninguém é perfeito, mas, ás vezes não precisamos concluir o quebra-cabeça, só precisamos concluir as bordas com o máximo de nós! E, é com isso que eu dou inicio ao projeto TW (The Writter), no qual eu pretendo continuar pelo tempo que eu aguentar viver.

  The Writter